Dr. Rodrigo Grimas — Coloproctologista

Plicoma Anal: O Que É e Quando Tratar

Dr. Rodrigo Grimas · CRM-SP 183.370 · RQE 106.611

O que é plicoma anal?

O plicoma anal — também chamado de tag anal, apêndice fibroso ou simplesmente "prega de pele" — é uma dobra ou nódulo de pele benigno localizado ao redor do ânus. Não é um tumor e não tem potencial maligno.

Visualmente, o plicoma se apresenta como um pequeno "rabinho" de pele, de cor semelhante à da região perianal, podendo variar de milímetros a alguns centímetros. É mais comum do que muitas pessoas imaginam e, frequentemente, causa constrangimento desnecessário — pois a maioria não representa risco à saúde.

Por que o plicoma aparece?

As causas mais comuns incluem:

  • Episódios anteriores de hemorroidas externas trombosadas (o coágulo se reabsorve, mas a pele fica redundante)
  • Fissura anal crônica (o tecido irritado cronicamente forma uma prega sentinela)
  • Inflamações repetidas da região perianal
  • Esforço excessivo ao evacuar por constipação crônica
  • Predisposição individual

Sintomas

Muitos plicomas são assintomáticos e descobertos pelo próprio paciente durante a higiene. Quando causam sintomas, os mais comuns são:

  • Dificuldade de higiene adequada na região anal
  • Sensação de corpo estranho
  • Coceira ou irritação local
  • Umidade ou secreção na região perianal
  • Desconforto ao sentar ou praticar atividades físicas
  • Constrangimento estético

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico — feito pela inspeção visual durante o exame proctológico. É importante que o especialista avalie a região completa para afastar outras condições que podem ter aparência similar, como verrugas anais (HPV), cistos ou lesões que exijam investigação histológica.

Quando tratar?

Plicomas assintomáticos, que não interferem na qualidade de vida, não precisam de tratamento — apenas acompanhamento. A indicação de remoção é considerada quando há:

  • Sintomas persistentes (coceira, umidade, desconforto)
  • Dificuldade de higiene
  • Inflamação ou infecção recorrente
  • Desejo do paciente por razões funcionais ou estéticas

Como é feita a remoção?

Em muitos casos, a remoção do plicoma é realizada em ambiente ambulatorial, sob anestesia local, sem necessidade de internação. O procedimento é simples e a recuperação costuma ser rápida — com retorno às atividades habituais em poucos dias.

Quando há múltiplos plicomas, lesões maiores ou condições associadas (como hemorroidas que também precisam de tratamento), o planejamento cirúrgico é individualizado. O Dr. Rodrigo avalia cada caso na consulta e apresenta a melhor abordagem.

Perguntas frequentes

O plicoma anal vira câncer?

Não. O plicoma é uma condição benigna sem potencial maligno. Mas qualquer lesão nova na região anal merece avaliação para garantir o diagnóstico correto.

É possível remover em consultório?

Sim, em muitos casos a remoção é feita sob anestesia local, sem internação. A viabilidade depende do número, tamanho e localização das lesões.

Qual é a recuperação?

Rápida na maioria dos casos — leve desconforto nos primeiros dias e retorno às atividades em poucos dias, seguindo as orientações de higiene e cuidados locais.

Sempre precisa de cirurgia?

Não. Plicomas sem sintomas podem ser apenas acompanhados. A indicação cirúrgica é feita caso a caso, considerando os sintomas e a preferência do paciente.

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O Dr. Rodrigo Grimas avalia o caso, esclarece o diagnóstico e apresenta as opções mais adequadas para cada situação.

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